7 de out de 2009

Ideias para transformar o mundo

Segundo as Nações Unidas, voluntário é aquele que, devido a seu interesse pessoal e a seu espírito cívico, dedica parte do seu tempo sem remuneração alguma a diversas formas de atividade organizadas ou não de bem estar social ou outros campos.

Cronologia do voluntariado

1244: São Pedro de Verona, mártir, organiza em Florença a mais antiga forma de voluntariado organizado
1582: o Bem-aventurado José de Anchieta funda o 
Hospital Geral da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro
1935: Getúlio Vargas promulga a 
Lei de Declaração de Utilidade Pública 993: Herbert de Souza, o Betinho, funda a Ação da Cidadania Contra a Fome, a Miséria e Pela Vida
1998: Fernando Henrique Cardoso sanciona a 
Lei do Serviço Voluntário e, no ano seguinte, a Lei do Terceiro Setor


Exercício democrático e função educativa do voluntariado
O ideal da democracia é a participação, mais do que a representatividade. Antes de mudar as estruturas, é necessário mudar a si mesmo: a própria forma de ver o mundo e de atuar na sociedade.
O voluntariado contribui para manter viva a sensibilidade aos valores mais nobres, como a fraternidade e a ajuda abnegada àqueles que se encontram em dificuldade, é uma “escola de vida” especialmente para os mais jovens, ajuda a dar um sentido e um valor mais elevados e fecundos à própria existência e pode servir como sondagem de aptidões e uma oportunidade de experiência profissional.


Há quatro âmbitos sensíveis do serviço social
a) a pessoa humana, promovendo sua dignidade;
b) a cultura, superando o pragmatismo, o narcisismo, o consumismo, etc.;
c) a economia, repensando seus modelos;
d) a política, discernindo os caminhos éticos para a realização dos princípios da sociedade.


Motivações e riscos
Há o risco de que o voluntariado se reduza a um simples ativismo. Para que as árvores continuem a dar frutos, as raízes devem conservar-se vivas e sólidas; daí a importância de dedicar momentos periódicos à formação, para aprofundar nas motivações.
Alguns marxistas, assim como Michel Foucault, criticaram aqueles que tentavam cauterizar sua consciência mediante a prática de obras de misericórdia. Por outro lado, o teólogo sueco protestante Anders Nygren consagrou nos anos 30 a distinção 
eros (amor que espera contrapartida) e agape (amor desinteressado), demonstrando a possibilidade de se praticar o amor sem recompensa.


Pluralismo, secularidade e inculturação
As vertiginosas mudanças sociais dos últimos séculos criaram um campo amplíssimo de atuação, que constitui o mais radical desafio da história. Esse pluralismo é bom, mas necessita de instrumentos de união e diálogo para não cair na falsa disjuntiva público – privado. Nesse sentido, um patamar a ser conquistado é a autonomia integrada das esferas religiosa e estatal: a secularidade significa ser do mundo e responsabilizar-se por ele, mas a fé acolhida, pensada e vivida também faz-se necessariamente cultura.
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