8 de set de 2009

Três considerações antes de aprender latim


Um método?

Gosto de imersão.

Para imergir, ouvir noticiários em latim, utilizar o software Rosetta Stone (procure no Google, OK?) e ouvir áudios.

Imersão é ouvir, viver, falar latim.

OU SEJA, TENTAR AO MÁXIMO ESTAR PRÓXIMO DELE DE MANEIRA PASSIVA.

Para facilitar as coisas:
Gramática?

Gramática não é a mesma coisa que método.

Gramática não é bom método de aprender uma língua.

Evite as que misturam as duas coisas. As crianças primeiro falam, depois estudam gramática, certo?

Em minha opinião, a melhor gramática de latim já publicada no Brasil é a Gramática da língua latina, de Ernesto Faria (2ª edição revista por Ruth Junqueira de Faria), publicada em Brasília pelo MEC/FAE em 1995.

Últimas observações

Vocês devem estar se perguntando se o latim eclesiástico é diferente do latim clássico. Basicamente, só na pronúncia. Os áudios acima seguem a pronúncia restaurada.

Mas… o latim da Nova Vulgata, por exemplo, é calcado no hebraico e no grego, o que lhe confere um estilo bisonho.

E o latim da liturgia? Algumas orações e outros hinos renascentistas são superdifíceis porque os autores foram mais estilosos, resgatando o estilo clássico. Afinal, poesia é sempre mais difícil.

Curioso é que o latim bisonho, por ser mais literal, é mais fácil de pegar. Por isso, ler a Bíblia em latim pode ser um bom começo. Já se conhecendo as histórias, entende-se o texto mais facilmente.

Em resumo: não há “vários latins”. Há um só, com duas pronúncias. Um só, com textos mais estilosos ("clássicos"), outros mais “povão” e outros “medianos”.
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