6 de abr de 2010

Três remédios para a insegurança

Filha do século da angústia


A insegurança se manifesta de muitos modos:

1. Sentimento de inferioridade: a constatação das limitações pessoais, dos erros do passado, etc., podem levar a uma reação interior sentimental, autocomplacente e carente de critério. Esquece-se a própria identidade, os antigos ideais, as verdadeiras potencialidades e capacidades.

2. Inibição: mistura de vaidade com expectativa. Vai que me exibo e levo na cara!

3. Medo e ansiedade: são efeitos do materialismo e do hedonismo, que levam a fugir da dor. Como a dor faz parte da vida, a vida se torna um filme de suspense, quando não de terror!

Coragem inflável

Para cada manifestação de insegurança, há um sucedâneo, uma saída desesperada:

1. Querer aparecer: teatralidade, esnobismo, ironia, agressividade, originalidade, complexos.

2. Autovalorização: narcisismo, isolamento, timidez.

3. Válvulas de escape: permissividade, relativismo, consumismo, pornografia.

Fontes da segurança

A solução dessa sinuca está em:

1. Aceitar-se a si mesmo: conhecer o próprio inimigo: si próprio! Como “a paz é a tranquilidade na ordem”, a aflição desaparece quando se assume a unidade interior da personalidade, sem idealismos.

2. Vencer o medo a errar: a determinação resolve metade dos problemas. A outra metade deixa-se nas mãos de Deus, se há retidão de intenção.

3. Abrir-se aos outros: o amor expulsa o temor. Cultivar o altruísmo, os contatos, as relações, as amizades.

Conclusões sobre a coragem

A coragem é o primeiro passo na vida. Não será temeridade nem imprudência se for motivada por um ideal. Mas seria temerário ou imprudente quem se lançasse por mera ânsia de notoriedade, por ódio, ciúme, inveja, vingança, ignorância, inexperiência ou ligeireza.

O risco assumido deve ser proporcional à meta contemplada. Desafios como esses forjam personalidades viris, convictas, decididas e capazes de superação.
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