23 de jun de 2014

Para tempos como esses que vivemos

Os sentimentos são como o mar, afetados pela Lua, pela ressaca, pela poluição, pelas correntes, pelos bichos que o povoam e aterrorizam. O mar é traiçoeiro, no mar dá para surfar, pelo mar é costume singrar. Mas também se afogar.

O mar é salgado como o suor. O mar é cristalino ou turvo, suave ou encrespado, revolto ou sereno, refrescante ou enregelante. Mas o mar nunca mata a sede.

Tem gente cujo coração é de mar. Outros tantos têm o mar na cabeça, agitando pensamentos, refletindo à deriva, mergulhando nos sonhos. Uns e outros rodopiam nas marés que puxam a vida para longe da segurança da praia.

No mar da vida encontramos algumas boias, amigos e amores aos quais confiar nossa sobrevivência e respiração. Às vezes, sucumbimos com eles; outras, eles nos rebocam.

O mar é traiçoeiro, irmão. É forçoso nadar, e nadar com ânsias de sobrevivência.
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