2 de set de 2013

O poliamor é a bola da vez?

Quando se amputa à realidade seu fundamento, qualquer invenção torna-se válida.

Depois de se legalizar por ativa (nas leis e julgamentos) e por passiva (na opinião pública) aberrações como o aborto, a pederastia, etc., provavelmente o próximo passo será a consagração do poliamor.

Quatro indícios:

Aceitação positiva na mídia

A cobertura jornalística sobre casas de swing e coisas afins é provocativa, mas positiva. Também há reality shows que trabalham sobre o tema da infidelidade.

Eu nasci assim…

Tem se costumado explicar o comportamento sexual humano com base no paradigma dos outros animais, diluindo os aspectos relacionados à liberdade, às virtudes, à comunhão dos espíritos, à comunicação, à relação interpessoal. Sabe-se muito de “técnica” sexual e pouco de amor.

A sexualidade é reduzida ao sexo, e o sexo é reduzido à pulsão, de origem genética, e destituído de sua dimensão pessoal. O homem agora é Homo sapiens polyamorensis, mera expressão de impulsos.

“O que importa é o amor”

União monogâmica e indissolúvel deixou de ser sinônimo de amor para muita gente. Isso lhes soa a restrição, manutenção, falta de criatividade. Muito mais “ético” seria a capacidade de amar sem fronteiras, a abertura de coração, a libertação das amarras dos ciúmes. Ou seja, o que antes se chamava promiscuidade, hoje deveria se chamar honestidade radical.

Em busca de reconhecimento

Como toda minoria reivindica seu direito a não ser discriminada, os poliamoristas estão trabalhando para que a sua opção seja reconhecida. Nesse sentido, já existem trabalhos acadêmicos a respeito.

***

É evidente que a redução do casamento à mera satisfação sexual adulta implica numa sociedade alheia às crianças. Como mais um objeto de satisfação, os filhos ficarão à mercê do estilo de vida de quem as adotarem ou gerarem.

Apesar desse panorama sombrio, há muitas coisas boas que se pode fazer para defender os valores familiares. Por exemplo, 2014 será um ano dedicado pela ONU à comemoração dos 20 anos do Ano Internacional da Família.

A maioria esmagadora das pessoas sonha com um amor limpo, com a castidade, com a família, com os filhos. O que temos feito para valorizar e fomentar em nosso ambiente a capacidade de comunicação, a honestidade, a confiança, a fidelidade, o respeito?

Se assim o fizermos, a família sim é que será a bola de vez!
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