7 de jun de 2013

O calo das vadias

Contam as más línguas que, quando chega ao jornal a carta de um leitor dito conservador chateado com alguma notícia dita progressista, o chefe de redação convoca seus jornalistas para comemorarem juntos: — Acertamos outra vez no calo desses reacionários!

Fora esse momento, os jornalistas, prisioneiros do fluxo de fechamento sob o chicote do chefe, tendem a desconhecer a opinião dos leitores. 

Opinião? Mas se só pode haver uma única, em conformidade a essas cabeças (de)formadoras da opinião pública…

Pois não é que agora o bendito Estatuto do Nascituro acertou o calo desses mesmos senhores?

Exemplo disso é o jornal O Globo chamar o Estatuto em questão, em duas manchetes (uma delas de capa), de “bolsa estupro”. Mais do que desonestidade intelectual — pois quem escreveu isso não leu o Estatuto —, esse piti midiático demonstra que o calo deve estar doendo.

E o piti midiático tornou-se piti coletivo. Afinal, essa turma forma tanto a opinião pública quanto o piti público.

Já que falamos em vadiagem, que tal recordar a mais saudosa das vadiagens?

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