22 de abr de 2013

Sheherazade popozuda

Novamente, Rachel Sheherazade caiu na boca do povo de mente aberta e punhos fechados. Dessa vez, a musa do conservadorismo conseguiu bater ao mesmo tempo nos funkeiros, em certo tipo de feministas, na falta de critério da universidade, …e numa acadêmica que dissertou sobre a cultura pelviana.

Curioso é que a loirinha do SBT recebeu de mulheres engajadas até ataques do estilo slut-shaming, pondo em dúvida se ela era bem resolvida; uma verdadeira afronta desde a perspectiva feminista.

Se a Sheherazade sabe fazer o quadradinho de quatro, ou até o de oito, eu não sei. O fato é que a contundência da paraibana tem deixado exasperado todo mundo. Confesso que eu mesmo já escrevi para ela reprovando uma das suas afirmações. Justiça seja feita, porém: a Rachel quase sempre diz o óbvio tantas vezes ignorado por pessoas ilustradas e de “boa reputação”.

Só os profetas veem o óbvio. Mas os jornalistas conseguem transformá-lo num cavalo de batalha. O duro é que a sociedade precisa menos disso e mais de verdadeiros acadêmicos que contribuam positivamente para a nossa cultura.

Enquanto tantos idealizam subculturas, levantam bandeiras ideológicas, transformam a permissividade em ciência, poucos resgatam valores, propõem metas, estudam as fontes da moralidade.

Penso que a denúncia da Rachel faz sentido, mas atropela as devidas nuances. E mais uma vez constato que a massa que se diz intelectual atua em bloco procurando desclassificar quem não compartilha do seu pensamento tolerante.

Espero que ao cabo dessas Mil e Uma Noites de funk cultural, o rei Xariar não pretenda matar Sheherazade por causa da galinhagem de outras popozudas.


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