22 de mar de 2012

Quatro estágios do exílio espiritual

O exílio do homem contemporâneo começa com o lema “Cristo sim, a Igreja não”. O que supusera fratura eclesiológica (no caso do pentecostalismo) inclui também agora uma fratura teológica com base em novas revelações (mormonismo, adventismo, kardecismo, etc.).

O segundo passo é a declaração “Deus sim, Cristo não”, oriunda da Revolução Francesa, que relativiza o papel salvífico de Jesus, ainda mais com a influência das religiões orientais e de cultos orientalistas.

O terceiro estágio é alcançado com a negação de um Deus pessoal: “religião sim, Deus não”. Ou seja, o desenvolvimento de um pretenso potencial divino dentro do homem passa a ser o objetivo da “espiritualidade”. Nesse sentido, vide a cientologia.

O passo final é a negação do próprio sentido religioso: “sacro sim, religião não”. O contato com o sagrado é dissociado da piedade, da religiosidade; a reverência e o abandono são substituídos pelo domínio e a manipulação da esfera sacral. Isso se constata na magia e no espiritismo, porém é mais acentuado na moda New Age, que é mais uma network do que uma seita ou um movimento.
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