6 de jan de 2012

Três perguntas aos Magos

O Natal foi à meia noite?

De fato, quando um tranquilo silêncio envolvia todas as coisas e a noite chegava ao meio do seu curso, a tua Palavra todo-poderosa, vinda do céu, do seu trono real, precipitou-se (Sb 18,14s).

Esse tipo de interpretação faz lembrar o início da Divina Comédia, quando Dante se refere aos seus 35 anos dizendo nel mezzo del camin di nostra vita

Por que haveria no presépio um boi e uma mula?

Se o local do Natal foi num estábulo, por que lá não haveria uma vaca? E se o carro da época era o burro, porque São José não o teria estacionado lá dentro?

O boi entende o seu proprietário, o burro conhece o cocho de seu dono; só Israel não tem conhecimento, só o meu povo não entende! (Is 1,3).

Quantos eram os Reis Magos?

O número dos Magos é variado nas representações dos primeiros tempos. Algumas imagens mostram apenas dois, mas na catacumba de Santa Domitilla, em Roma, aparecem quatro. Podem chegar a doze em representações medievais, opção preferida pela tradição oriental.

O número de três faz referência às prendas oferecidas (ouro, incenso e mirra), assim como às três raças descendentes dos filhos de Noé, semitas, camitas e jafetitas (asiáticos, africanos e europeus). Os nomes de Gaspar, Melchior e Baltazar aparecem pela primeira vez nos mosaicos da Basílica de San Apollinare Nuovo, em Ravena, e assim os Magos são referidos a partir do séc. VII. Já os sírios e os armênios adotam outros nomes.
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