14 de out de 2011

31 regras ditadas pelo Rei do Amor

Regras do amor, lavradas em manuscrito e ditadas pelo próprio Rei do Amor (cf. Tratado do Amor Cortês, Livro II, pág. 260-2):

I. O casamento não é desculpa válida para não amar.

II. Quem não tem ciúme não pode amar.

III. Ninguém pode ligar-se a dois amores ao mesmo tempo.

IV. É certo que o amor sempre aumenta ou diminui.

V. O que o amante obtém sem assentimento da amante não tem sabor algum.

VI. O homem só pode amar depois da puberdade.

VII. Depois da morte do amante, quem sobreviver deverá esperar dois anos.

VIII. Ninguém deve ser privado do objeto de seu amor sem a melhor das razões.

IX. Ninguém pode amar de verdade se a isso não for incitado pelo amor.

X. O amor sempre abandona o domicílio da avareza.

XI. Não convém amar mulher que nos envergonhe desposar.

XII. O verdadeiro amante não deseja estar em outros braços que não sejam os de seu amante.

XIII. Quando o amor é divulgado, raramente dura.

XIV. A conquista fácil torna o amor sem valor; a conquista difícil dá-lhe apreço.

XV. Todo amante deve empalidecer em presença do amante.

XVI. Quando um amante avista de repente a mulher amada, seu coração deve começar a palpitar.

XVII. Amor novo expulsa o antigo.

XVIII. Só a virtude torna alguém digno de ser amado.

XIX. Quando diminui, o amor desaparece depressa e raramente se revigora.

XX. O enamorado sempre tem medo.

XXI. O verdadeiro ciúme sempre aumenta o amor.

XXII. Quando se suspeita do amante, aumentam o ciúme e a paixão.

XXIII. Quem é atormentado por cuidados de amor come menos e dorme pouco.

XXIV. Todo ato do amante tem como finalidade o pensamento da mulher amada.

XXV. O verdadeiro amante não acha bom nada daquilo que não lhe pareça agradar à amante.

XXVI. O amante não sabe recusar nada à amante.

XXVII. O amante nunca se sacia dos prazeres que encontra junto à mulher amada.

XXVIII. A menor desconfiança leva o amante a suspeitar do pior na bem-amada.

XXIX. Quem é excessivamente atormentado pela luxúria não ama de verdade.

XXX. O verdadeiro amante é obcecado ininterruptamente pela imagem da mulher amada.

XXXI. Nada impede que uma mulher seja amada por dois homens e um homem por duas mulheres.
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