15 de set de 2011

Intellectus

Respiguei frases de um texto de M. M. Philipon.

O homem é antes de tudo uma inteligência. Sua vida suprema é o pensamento.

O homem só se eleva à mais alta perfeição de sua vida intelectual lenta e progressivamente. Aprende primeiro noções díspares, ao azar de seus contatos com o mundo exterior; depois, pelo funcionamento espontâneo das faculdades humanas, vão-se realizando as associações de imagens e de ideias. É como uma afanosa pescaria com vara em que, assim como os peixes, as ideias se conseguem uma a uma. Rapidamente se perfilam os primeiros discernimentos. Gradativamente, o homem forma vastos conjuntos ideológicos mediante a imaginação e a inteligência, que preparam juízos explícitos sobre a realidade.

Após esse primeiro contato com a realidade, cabe um processo noético de juízo valorativo acerca da existência, atributos e propriedades do que foi percebido. Tal juízo não se faz pelas causas, mas pelo discernimento e penetração comparativa dos termos, à semelhança de como os sentidos distinguem cores e sons.

Seis pontos de partida conduzem a inteligência à verdade das coisas: das modalidades acidentais às essências; das palavras à realidade expressada; dos símbolos aos significados; das aparências sensíveis aos inteligível e invisível; dos efeitos às causas; das causas a todos os efeitos nelas virtualmente contidos.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...