21 de ago de 2011

JMJ Rio 2013!


As Jornadas da Juventude reuniram a cada edição número recorde de participantes. Nunca houve tanta concentração de jovens de tantos países. A JMJ das Filipinas reuniu 4 milhões de jovens em 1995. Nenhum popstar conseguiu atrair tanta gente na história como os papas.

JMJ Madri 2011
Em outros tempos, o próprio cardeal Ratzinger já se perguntara que impacto duradouro suporia para a vida dos jovens a participação em tal evento, promovido pelo bem-aventurado João Paulo II desde 1986. A questão se impõe a qualquer crítico da pós-modernidade. De fato, pode haver coisa mais surpreendente do que milhões de jovens do século XXI, de todas as partes do mundo, se reunirem para estar junto da controvertida figura do Pontífice Romano? Estariam os jovens seguindo um mero movimento de massa, alienados quanto às “minorias oprimidas pela multissecular estrutura eclesiástica”?

O papa no confessionário atendendo a um fiel
Sem dúvida, pode haver alguns que veem no evento uma oportunidade de azarar meninas de outras nacionalidades ou mesmo da própria esquina, como se fosse um “megaencontro-jovem” no mau sentido. Apesar de inevitável, isso não nega que haja fé mesmo nesses participantes eventualmente “interesseiros”. Existe fé. As pessoas creem! Há apreço e reverência pelo Homem de Branco que, de alguma forma, realiza a figura de Cristo. O que não se entende é a crítica azeda contra a manifestação pública da fé. Acusa-se a Igreja de invasão e hipocrisia. Ora, o próprio Bento XVI reconhece a necessidade de um constante aprimoramento de todo aquele que se diz cristão: “Nós devemos ser santos para não gerar uma contradição entre o sinal que somos e a realidade que queremos significar” (Homilia, 20/8/2011). Naturalmente, em toda essa barafunda a culpa não é só da mídia, pois a comunicação interna da Igreja tem sido ruim. Mas seria bom que se fizesse um mínimo esforço de compreensão de um fenômeno nada desprezível. Afinal, os jornais dão mais espaço a seis veados pingados que fazem passeada do que a milhões de jovens, como se uma minoria de intolerantes tivesse mais importância do que uma maioria de gente da curva normal.

Por outro lado, sejamos sinceros: as JMJs são um desafio apostólico para a Igreja. Faz falta ajudar essa juventude pós-moderna a trocar a rebelião do “paz e amor pela rebelião da fé e da caridade. Porém Madri mostrou — com seus 200 confessionários ao ar livre — que o saldo de reconciliação mediante a Confissão foi excelente. Não há outro caminho para a maturidade senão o arrependimento das próprias culpas.

Peço perdão, pois escrevi a esmo, como num desabafo de ideias soltas.

Até 2013. O Rio receberá milhões de braços abertos. 
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