28 de jul de 2011

Aprender a ser feliz

Os homens não nascemos felizes ou infelizes, mas aprendemos a ser uma coisa ou outra. Não é uma loteria, que chega de repente. Não existe felicidade a baixo preço. É algo que se tem de forjar, aprendendo a ser feliz. Ainda que o entorno influa em nossa felicidade, ela não pode ser considerada externa ao homem, como o bilhete de loteria. Ver as coisas assim seria dispor‑se a cair ou num conformismo de vítimas ou numa frivolidade irresponsável.

Essas visões opacas, além de conterem um erro antropológico, são a melhor forma de perder a esperança na luta e em nossa capacidade de melhorar o mundo que nos rodeia. Podemos fazer muito para ser felizes.

Mas dá para ser totalmente feliz? Total e absolutamente, não. A vida tem momentos de dor e o habitual é que as cicatrizes nos vão deixando com a “pele da alma” curtida.

Então, se a vida é tão dolorosa e difícil, como se pode ser feliz? Não se deve confundir felicidade com algo tão utópico quanto querer passar toda a vida num estado de euforia e sucesso permanente, ou de contínuos sentimentos agradáveis. Isso seria uma ingenuidade. Quem pensasse assim estaria sempre triste, sentir‑se‑ia um desgraçado e sua família provavelmente também. Também porque as pessoas notam e refletem a respeito. É terrível a solidão causada por não poder ajudar.

Mesmo que alguns sejam mais dispostos à alegria que outros, essa virtude precisa ser alcançada e incorporada ao caráter, não importando as preocupações que a vida traga.

Naturalmente, saber dos sofrimentos dos outros não consola o pessimista, mas pode ajudá‑lo a aprender a reagir de forma mais positiva. Na melhor das hipóteses, pode cair na conta de que está esperando circunstâncias que provavelmente nunca chegarão: consome a vida aguardando paz, saúde, descanso…
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