4 de jan de 2011

Quatro considerações matrimoniais


Investimento, aposta, risco

Se a esperança é a última que morre, a paciência é a primeira. Portanto, crie reserva de paciência e outras virtudes para os tempos de crise. É a melhor forma de enfrentar os riscos.

Casamento não é loteria. Quer que dê certo? Não adianta procurar par perfeito nem almejar condições ideias: mulher cuidadosa, colégio bom, trabalho perfeito, moradia redonda. Quer que dê certo? Tenha virtudes.

Minimize os dramas. Ausência de exigência é tédio. Falta de tempo modera as doenças e até a menopausa.

1) Mentalidade cósmica

Casamento não é coisa privada: isso é concubinato.

Casamento não é papel sobre fato consumado: isso é anistia.

Casamento não é festa para avó: isso é anacronismo.

Casamento não é contrato. Contrato admite distrato; família, só maus tratos. Se você não se separa da mãe nem dos filhos, vai se separar da mulher?

2) Filhos, prole, brotos

Fazer família é muito mais que gerar filhos.

Filho dá trabalho porque você tem de dizer não.

O maior custo com os filhos é o de logística. Pois comida não é problema: talvez o seja o colégio.

Filhos numerosos aprendem a viver na escassez. E que falta sempre faz um pequeno na casa.

3) Mulher, esposa, cônjuge

A mulher dá o seu mais íntimo, seus melhores anos, sua beleza.

Seja feminista.

4) Erros, aprendizado, experiência

A vida em comum exibe as incompatibilidades. Por isso, cultive a fineza e o bom-gosto. E isso se aprende.

Leia muito. Não fale de trabalho em casa. Mais do que “conseguir trabalhar”, deve-se sonhar com o bem dos familiares.

Sempre faça as pazes antes de dormir.
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