15 de jun de 2010

Joan é fanática. Vírgula

Nesses dias, tenho revisto o seriado americano Joan of Arcadia. Recomendo. Pena que pararam de filmar no final da segunda temporada, deixando a história inconclusa.

O argumento é criativo: as dificuldades de adaptação de uma família a uma  nova cidade, tendo por pivô a filha adolescente, Joan, a quem Deus se manifesta e encarrega de uma série de tarefas inusitadas.

Minha postagem sobre Jesus Cristo foi inspirada pelo seriado. Afinal, a música tema é One of us, de Joan Osborne.

Isso me tinha feito pensar por que tanta gente acha Jesus borring, tema tabu, pessoa inconveniente. Como não sou adepto das conveniências, resolvi fazer daquela postagem a coroação de tantas outras que escrevera sobre a fé nos últimos meses.

Talvez o gatilho para eu falar mais sobre a fé tenha sido os recentes ataques injustos ao Papa, com o que tentaram conspurcar sua imagem. Como quer que seja, bastou-me externar meu pensamento a esse respeito no blog ou entrar numas discussões tolas no Twitter para começar a receber perguntas como essa no extinto Formspring:

vc eh católico fanátio? (sic)


Confesso certa contrariedade, pelo que respondi:

Fanático? Não, só sou fanático pelo Flamengo, mas tenho andado um pouco tíbio.

Isso deve ter a ver com uma desilusão amorosa que sofri há três meses. Então resolvi transformar meu blog de variedades num recurso virtual apologético como forma de sublimar sentimentos contraditórios.

Ou pode ser uma questão de fase. Todo mundo tem suas fases: fase gay, fase notívaga, fase zen, fase maconha, fase Internet. Quando eu resolver rodar a baiana e passar da fase atual para outra, sai de baixo.

Agora, sem brincadeira: fanático é quem não vive a caridade e atua de forma irracional. Tenho fé e procuro ser coerente, o que é bem diferente.

*****

Vírgula. Entitulei assim o novo marcador sobre estética. Recorda o cachinho pega-rapaz, aquela mecha de cabelo recurvado sobre a testa ou a face.

Vírgula. A estética pode ser, com efeito, um gancho para a ética, um motivo de esperança para as exigências da vida. Além disso, o tema permite um bom aprofundamento filosófico. Escreverei mais a tal respeito a partir de agora.

Vírgula. Volto a Joan. No seriado, quando a família descobre que ela tem visões, resolve interná-la. É melhor não ver, permanecer cego. Talvez a estética nos abra os olhos. Por que não se fala de Jesus Cristo? Talvez se fale, mas sem estética, com pura ética.

Vírgula. E você? Tem olhos para ver ou só pernas para fugir?
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