6 de mai de 2010

Por favor, distingam ética de política e de religião

Teoricamente, quando os princípios fundamentais andam em jogo — vida humana, liberdade religiosa, dignidade do matrimônio e da família, educação —, os católicos atuariam conforme os princípios da lei moral natural nesses campos, por própria iniciativa, e não porque tenham sido mandados.

Essa atitude comum não é propriamente falando, política, nem pode ser confundida com mentalidade de partido único, pois a defesa e a promoção dos valores humanos fundamentias situa-se por sua própria natureza num plano superior ao dos juízos contingentes que são característicos da ação política, tal como se entende comumente esta palavra.

Nesse sentido, por exemplo, a defesa da vida humana não é uma “postura política” contra os que a manipulam e suprimem a seu arbítrio. É uma questal moral inegociável, situa-se numa esfera intangível.

A política, ou seja, a livre discussão no opinável, virá estabelecer quais são os meios mais oportunos — legislativos, informativos, educativos, assistenciais, etc. — para salvaguardar a vida humana e fomentar a cultura da vida; e nisso evidentemente cabem muitas opiniões diversas, igualmente razoáveis, e nas quais não há razão de os católicos coincidirem.

Por isso, entre outros motivos, tinha escrito um alerta aos “católicos oficiais” e um elenco de discursos, falácias, mentiras e táticas que podem ser úteis nestes tempos de eleição.

Também vale a pena recordar os pecados cerebrais e a questão da manipulação, pluralismo, tolerância.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...