29 de mar de 2010

Deu no New York Times


Naturalmente, a notícia acima é fictícia. Mas acredito que seria bem próxima da realidade caso a Igreja atendesse aos repetidos pedidos de abolir o celibato provenientes de não-católicos ou católicos relaxados. Ou seja, em muito pouco tempo outra vez seria alvo de críticas, dessa vez devidas às “mulheres dos padres”.

Estava me segurando para não falar desse tema, mas depois que o pseudocatólico Paulo Coelho resolveu rasgar a toga ao ler as páginas mimiografadas de O Globo (leia-se New York Times) e recordar seus traumas pueris acerca do celibato sacerdotal, sendo retwittado ad infinitum por leitores desprevenidos, senti-me na obrigação de deixar algumas ideias claras.

A primeira, é que católico não é otário nem mulher de malandro para apanhar sem razão.

A segunda, é que você pode perceber como está havendo má intenção dos detratores através dos seguintes links que enviei ao Paulo Coelho:

  1. @paulocoelho E esse em italiano: http://www.corriere.it/cronache/10_marzo_27/messori_pontefice_b91777d4-397d-11df-862c-00144f02aabe.shtml
  2. @paulocoelho Mais duas: http://www.zenit.org/article-24459?l=portuguese
  3. Por favor, @paulocoelho:http://www.cnn.com/2010/OPINION/03/19/donohue.catholic.church/index.html

A terceira é essa lista de desenganos:

1. O sacerdócio é impedimento canônico para contrair matrimônio. Como a Igreja latina quer que seu clero se identifique plenamente com Cristo e tenha total disponibilidade para o ministério pastoral, só ordena presbíteros (padres) homens solteiros. Contudo, homens casados podem ser ordenados meros diáconos.

2. Por outro lado, nas Igrejas orientais homens casados também podem ser ordenados presbíteros. Na mesma linha, Bento XVI permitiu que os pastores anglicanos que se convertam ao catolicismo sejam ordenados presbíteros mesmo que sejam casados. Logo, o celibato sacerdotal não é uma exigência absoluta na Igreja Católica.

3. Entretanto, mesmo no Oriente é costume chamar monges ao sacerdócio em vez de a homens casados. Também as Igrejas orientais sediadas no Brasil atuam dessa forma. A permissão não suplanta a prudência!

4. Essa exigência, que é absoluta para a Igreja latina, não é, contudo, uma imposição aos candidatos ao sacerdócio. Porque o sacerdócio não é um direito, mas um dom. E esse dom só é dado aos solteiros.

5. Um candidato ao sacerdócio que tenha desvios de afetividade não pode nem deve ser aceito nos seminários. A primeira condição é que o sacerdote seja homem. Os tristes casos ocorridos demonstram que houve falhas graves na seleção e formação dessas pessoas.

6. O celibato não foi inventado pela Igreja, mas foi estabelecido por Jesus Cristo (Mt 19,12).

Quarta e última ideia: mesmo que homens casados fossem ordenados no rito latino, um percentual continuaria a cometer crimes sexuais, pulariam a cerca, etc. A carne é fraca. Estou para ver nos laicistas difamadores essa retidão comportamental que cobram à Igreja. O celibato tem sido atacado pela mesma razão que o matrimônio indissolúvel entre um homem e uma mulher é atacado.
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