26 de jan de 2010

Três críticas à New Age


Apesar da enorme variedade que há na New Age, existem certos pontos comuns: o cosmos como todo orgânico, animado por uma Energia; a mediação de várias entidades espirituais; a existência de um «conhecimento perene» prévio e superior a todas as religiões e culturas; a existência de mestres iluminados.


Seu atrativo radica em se adaptar ao indivíduo, diferentemente da religiosidade tradicional, apoiada na organização hierárquica e comunitária. Não seria possível fazer nada para mudar o mundo se não se faz algo para mudar-se a si mesmo, representação fragmentária do holograma planetário.


Porém, quanto mais as pessoas se interiorizem, menor se tornará o cenário político. Questiona-se se a retórica da participação democrática numa nova ordem planetária não seria uma forma inconsciente e sutil de privar de poder às pessoas, manipulando-as. A atual preocupação pelos problemas ecológicos, dos recursos naturais, do excesso de população, da diferença econômica entre norte e sul, do enorme arsenal nuclear, da instabilidade política favorece ou impede o compromisso com outras questões políticas e sociais igualmente urgentes?

Seria exagerado afirmar que o quietismo é comum na New Age. Mas sim cabem três críticas:


1. A New Age não possui coerência intelectual para proporcionar uma imagem completa do mundo a partir de una cosmovisão que pretende integrar natureza e realidade espiritual.


2. A New Age importa fragmentariamente práticas religiosas orientais e as reinterpreta para adaptá-las às ocidentais, num falso diálogo entre as culturas e as religiões.


3. A New Age nem sempre promove a solidariedade humana, enfatizando as baleias, as árvores ou as pessoas de mentalidade similar, pois é uma filosofia do egoísmo. Este é um critério chave com o que se deve avaliar o impacto de qualquer teoria: o amor.
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