1 de nov de 2009

Alteridade ou suicídio moral

As potências naturais de autoconservação, prevalência, retaliação e apetite intelectual são impulsos primordiais do homem, tanto enquanto indivíduo quanto espécie. A eles estão associadas intensas formas de prazer.

Por estarem intima e profundamente ligadas à raiz do ser humano, podem suplantar egoisticamente as demais forças do homem, conduzindo-o à autodistruição.

Não que o homem seja um campo de batalha de forças divergentes e contrárias em sentido absoluto. O livre-arbítrio é o centro resolutivo da pessoa moral una e indivisível e, portanto, é o próprio homem que se ordena ou desordena intrinsecamente.

As forças de autoconservação, autoafirmação e autorrealização podem portanto destruir caso livremente se lhes dê aval contra a natureza.
Qual é, pois, o natural do homem? — Amar a alteridade paralela (o próximo) tanto quanto a si mesmo. E amar a alteridade superior (Deus) mais do que a si mesmo.

Quem não ama, ou melhor, quem só ama a si mesmo, destrói-se, nega-se, liquida-se. Tais forças interiores acabam por surtir seu efeito contrário.

Como você está de alteridade?
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