3 de out de 2009

Quatro formas de comunicar, sem alimentar os trolls


Nos mitos, os trolls representam e personificam o mundo mineral.

Na Internet, são os que postam mensagens controvertidas, difamatórias, irrelevantes e fora de lugar em comunidades virtuais, com a intenção primária de provocar (vide só).

Na vida, são os que não sabem conversar.

Onde uma conversa genuína floresce, o ar enche-se de agudeza, humor e respostas inteligentes. Trocam-se e esclarecem-se ideias. Transmite-se sabedoria e prudência.

Conversar expande o coração, nutre a mente e restaura o espírito, porque o homem é por natureza um animal social. E com desejos de conhecer.

As agências de notícias e as supervias da informação transmitem fatos e eventos, mas não desenvolvem o senso comum, a sabedoria perene ou o conhecimento próprio que a arte de conversar cultiva. Mas falemos disso depois.

Quando você escrever, gere entrelinhas. Convoque para a conversa. Mas não alimente os trolls.

As disputas intelectuais medievais eram geniais. Cada um, antes de expor sua opinião, reproduzia a do rival e perguntava: — “Confere?” Só então se sentia no direito de dissentir e explicar o porquê.

Comunicar é conquistar ouvidos.
Para isso, digite a senha do coração.
Comunicar é lançar luz no que temos em comum.
Para isso, pergunte, ouça e descubra.
Comunicar é passar informação pelos poros.
Para isso, não seja uma máquina, uma impressora (às vezes sem tinta).
Comunicar é ensinar a ouvir.
Para isso, aprenda a falar.

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Você conversa ou alimenta trolls?
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