19 de out de 2009

Os últimos bárbaros

Átila e os hunos, Gengis Khan e os mongóis, Tamerlão e a Horda Dourada
A reputação desses homens foi espalhada pelas crônicas ocidentais e pelos anais persas e chineses. Sua irrupção em áreas civilizadas de histórico desenvolvimento (Roma, Irã, China), levou-as à ruína em pouquíssimo tempo.
Como sua chegada, motivos e desaparição parecem inexplicáveis, muitos historiadores modernos e antigos vêem neles a mão punitiva de Deus.

Filhos da terra, produtos do meio
Entendemos suas motivações e padrões de comportamento se conhecemos seu modo de vida.
Seu corpo atarracado e robusto, invencível e resistente, foi modelado pela estepe. Os ventos desagradáveis dos platôs, o frio intenso e o tórrido calor, esculpiram suas faces com seus olhos enrugados, bochechas levantadas, cabelos esparsos, músculos firmes.
As estepes são um tipo de formação campestre caracterizada pela pouca densidade da vegetação herbácea, xerófila, rasteira, e com predominância de gramíneas, que ocorre em tufos afastados, deixando o solo descoberto; são uma região relativamente plana, árida e calcária, com essa vegetação, situada na orla de regiões desérticas.
A vida pastoral, condicionada pelas migrações sazonais em busca de pasto, determinou seu específico nomadismo e as exigências da economia nômade configuraram suas relações com os povos sedentários: temporadas de tímidos escambos e outras de ataques sanguinários.

Por que são figuras ímpares?
Parecem ser figuras solitárias por causa da nossa ignorância a seu respeito. Antes de conquistarem o mundo, quantos “atilas” e “gengis khans” não terão sucumbido, embora tenham imperado em grandes quarteirões da Ásia? Em dez séculos de história, os grandes povos bárbaros dominaram dos limites da China às fronteiras do Leste Europeu.
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