28 de ago de 2009

Visão poliédrica




Assisti ao filme Ponto de Vista, que conta e reconta um fictício atentado ao presidente dos EUA. A história é vazia, mas o suspense prende e os diversos ângulos da história, sucessivamente apresentados, instigam a curiosidade. Foi um bom divertimento.

Lembrei-me imediatamente de Rashomon, de Kurosawa. A ideia de recontar o mesmo fato sob a ótica de diferentes personagens já tinha sido reaproveitada em filmes como Herói, de Zhang Yimou. De uma forma um pouco diversa, também aparece em Corra, Lola, corra, de Tom Tykwer.

Por que resolvi escrever esta postagem? Porque venho pensando em algumas coisas a respeito do mundo fake. O mundo vive da mentira. Muita gente vive de impressões, preconceitos e confusões. Máscaras tornaram-se indumentária habitual e “natural”. E o mais louco do mundo fake é que os que se consideram intelectuais são os mais massificados.

Política fake, religião fake, ética fake, amor fake, alegria fake, etc. fake.

O filme me ajudou a descortinar a gama de visões contrastantes que podemos ter sobre as mesmas realidades. Visão poliédrica, como a das moscas.
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