20 de ago de 2009

Etapas do projeto luminotécnico II


Seguir as técnicas e os tipos de iluminação
As soluções seguirão alguma das técnicas típicas de iluminação, que implicarão na definição dos equipamentos:

1. Iluminação Geral (uniforme):

a) Difusa: proporcionada por plafons, tocheiros, embutidos com lâmpadas fluorescentes compactas (com ligeiro direcionamento) e calhas fluorescentes, além de abajures e arandelas protegidos com vidro fosco ou opaco. Não produzindo sombras nítidas, é ideal para iluminar ambientes e tarefas.

b) Direta: por embutidos, plafons cilíndricos, pendentes, spots e luminárias de mesa. Projetada diretamente para baixo, chão ou mesa, também se recomenda para luz ambiente, mas pode gerar contraste excessivo quando não se distinguem pormenores nas zonas de sombra.

c) Indireta: com plafons, tocheiros, embutidos para parede e sancas, projeta‑se a luz no teto, parede ou outra superfície refletora. Usa­‑se para iluminação geral e uniformizada dos ambientes, apesar do mais elevado custo e consumo. O rendimento depende da altura do foco luminoso, das dimensões do lugar a ser iluminado e das texturas e cores das superfícies refletoras (branco: 83%, marfim: 70%, cores médias: 25%, intensas: 12%, escuras: 6%, negro: 4%).

d) Semi‑direta: por abajures. Lança a luz simultaneamente para cima e para baixo, com rendimento médio.

2. Iluminação Localizada (para zonas que reclamem tratamento diferenciado):

a) Direcional: por conjunto de balizadores ou postes. Valoriza certos planos pela incidência predominante numa direção particular.

b) Destaque: spots e embutidos com possibilidade de abertura do foco. Serve para evidenciar algum elemento de decoração ou arquitetônico por meio da dramaticidade do foco.

c) Local: por luminárias decorativas. Sempre combinada com um dos tipos anteriores.

Definir os equipamentos
As opções de projeto são as fontes de luz (lâmpadas e acessórios) e as luminárias (de variada aplicação e formas de controle).

As lâmpadas tradicionais podem ser:

1. Incandescentes (emitem radiação na parte visível do espectro quando aquecem eletricamente seu filamento a altas temperaturas):

a) Refletoras: com espelho na superfície interna do bulbo.

b) Halógenas (de quartzo): o gás halógeno (iodo, flúor, bromo) impede que a evaporação das partículas de tungstênio do filamento da lâmpada escureçam o bulbo. Podem ter refletor dicróico (que filtra os raios ultravioleta e direciona para trás da lâmpada 60% do calor emitido).

2. De descarga elétrica (num gás ou vapor ionizado, combinado ou não com a luminescência de fósforos):

a) De baixa pressão: fluorescentes tubulares ou compactas e lâmpadas de sódio de baixa pressão.

b) De alta pressão: lâmpadas de mercúrio de alta pressão, de vapor metálico, de luz mista, de sódio de alta pressão.

As luminárias são classificadas por critérios fotométricos ou, de modo mais geral, pela distribuição do fluxo luminoso ou do componente direto da luz, pelas condições de operação, pela proteção elétrica, pela referência ao tipo de lâmpada usada ou ao sistema de aplicação. Também pode ser classificada conforme seu aspecto decorativo ou método de fixação:

a) coluna e toucheiro;
b) luminárias de mesa e abajur;
c) arandela;
d) pendente ou suspensa;
e) plafon;
f) embutido e semi‑embutido;
g) spot;
h) projetor;
i) calha e afins;
j) balizador e poste.
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